sexta-feira, 9 de março de 2012

Professores de Chapecó vão cruzar os braços

Pela rede estadual, a manifestação será no dia 15 e os servidores municipais vão parar no dia 14 A lei que instituiu uma remuneração mínima para profissionais da rede pública foi aprovada em 2008, mas ainda hoje causa polêmica. Na próxima semana, professores de todo o país planejam uma paralisação de três dias para cobrar de governos estaduais e prefeituras o pagamento do piso nacional do magistério. Em Chapecó a paralisação acontece de forma separada. Os professores da rede estadual de ensino farão uma manifestação no dia 15, quinta-feira. E os funcionários municipais vão iniciar a greve no dia 14, quarta-feira. Eles vão avaliar no final do dia, se o movimento continua ou não. A lei que instituiu uma remuneração mínima para profissionais da rede pública foi aprovada em 2008, mas ainda hoje causa polêmica. Estados e municípios alegam não ter recursos para pagar o piso, especialmente agora que o Ministério da Educação (MEC) anunciou o valor para 2012 - R$ 1.451 – com um reajuste de 22%. O Coordenador Regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte) Regional de Chapecó, Cleber Ceccon, diz que não vão aderir aos três dias porque já fizeram greve de 62 dias em 2011. “Na regional, serão 1.200 professores de 10 municípios parados. Em Chapecó são quase 800 educadores lutando por seus direitos”, explica. Já o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Chapecó e Região (SITESPM-CHR), que realizou assembleia na noite de ontem, ficou decidida a paralisação no dia 14. Segundo a presidente, Vania Barcellos, a pouca valorização do servidor público fica visível frente aos números nacionais. De 2005 a 2012 a economia brasileira cresceu 28%; a receita da prefeitura de Chapecó subiu 64%; o salário mínimo teve reajuste de 63%; o salário médio no país apresentou crescimento de 21%; e o salário dos servidores municipais de Chapecó foi reajustado em apenas 5%. As reivindicações incluem três itens para cobrar da administração municipal: criar os adicionais por titulação aos servidores (o magistério tem desde 1999); igualar o vencimento do agente comunitário de saúde ao do auxiliar de serviços – R$ 1.001,64; e 10% de aumento geral ou incorporar R$ 200,00 no vencimento de cada cargo. Fonte da notícia: Por Glauco Benetti/VOZ

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