terça-feira, 6 de março de 2012

Polícia não tem suspeito do caso Chiarello

Após 98 dias de investigação a Polícia Civil de Chapecó não encontrou nenhum suspeito da morte do vereador Marcelino Chiarello e, apesar da maioria dos laudos e pareceres do Instituto Geral de Perícias apontarem para um provável suicídio, o delegado Ronaldo Neckel Moretto não fecha a questão. Moretto disse que restam ainda algumas dúvidas. Ele relatou que o médico Antonio de Marco, que apontou inicialmente a causa da morte como sendo em virtude de asfixia mecânica e traumatismo crânio encefálico, fez depois um laudo pericial indentificando apenas traumatismo craniano como, tendo como causa da morte a asfixia, por estrangulamento e enforcamento. >> Laudos diferentes sobre caso Chiarello geram desconforto >> Laudo e investigações reforçam tese de suicídio no caso Marcelino Chiarello Essa é uma das dúvidas que persiste. –Isso para nós é crucial- afirmou. Outra dúvida é se a mancha no olho foi causada por pancada ou resultado do esforço em caso de enforcamento. A terceira dúvida é se a fratura do nariz era antiga ou recente. Ele aguarda um parecer da junta médica formada pelo Instituto Geral de Perícias que iria analisar os laudos. Essa junta deve concluir o trabalho hoje. Moretto afirmou que falta só isso para encaminhar o inquérito para o Ministério Público, que vai dar sequência na investigação. Cerca de 10 suspeitos foram investigados e o inquérito já tem mais de 800 laudas. Ele afirmou que há certeza absoluta de que Chiarello foi sozinho da escola até sua casa, onde entrou sozinho, segundo duas testemunhas. Lá encontrou o filho que estava sozinho e mandou ele para a casa da avó. O menino disse que ouviu o pai falar sozinho a palavra polícia mas não que tivesse pedido para chamar a polícia. Moretto disse que não houve nenhuma ameaça comprovada contra o vereador. Citou que ele ligou às 7h10 para seu assessor, que foi na escola buscar um cheque. Ele recebeu três chamadas enquanto estava na escola, mas não atendeu. As operadoras de telefone não registraram nenhuma chamada no momento. Moretto disse que o aparelho foi encaminhado para o IGP no dia 6 de dezembro e o instituto não periciou a tempo, pois o aparelho tinha configuração que apagava as informações após 30 dias. O diretor do IGP, Rodrigo Tasso, foi procurado ontem para falar sobre o laudo da junta médica e disse que iria se pronunciar hoje. Darci Debona | darci.debona@diario.com.br ClicRBSChapecó

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