quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Seca volta a atingir o Oeste de Santa Catarina


Ao todo, 93 municípios já decretaram situação de emergência




Casan está com quatro caminhões puxando água da Estação de Tratamento de Itá, a 18 quilômetros, que é distribuída em casas nas partes mais altas e nos reservatórios


A estiagem que havia dado uma amenizada em meados de janeiro, no Oeste de Santa Catarina, quando ocorreu uma chuva de 70 milímetros em Chapecó, voltou a se intensificar neste mês, principalmente a partir da semana passada. Sete municípios decretaram emergência nesta semana: Alto Bela Vita, Presidente Castelo Branco, Ipumirim, Iomerê, Jaborá, Piratuba e Concórdia.


Além disso, Seara, que já estava em emergência, decretou estado de calamidade pública, em virtude de que a cidade estava no início da semana com apenas 25% da água necessária para atender o município, que consome dois milhões de litros por dia.

— Está um caos — chegou a declarar o responsável do escritório local da Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan), Marcelo Cozer.



Os moradores nem tinham mais previsão de receber água. A situação foi amenizada com a chegada de dois caminhões dos Bombeiros, a partir de terça-feira, um de São José e um de Chapecó. Um deles tem capacidade para 26 mil litros/dia e outro tem capacidade de 20 mil litros dia.



— Eles estão disponíveis o tempo que for necessário — disse o comandante do 6º Batalhão de Bombeiros de Chapecó, Luiz Carlos Balsan.



Os caminhões estão buscando água no Rio Uvá, a 16 quilômetros de distância, e a despejam na barragem de captação do Rio Caçador, que foi desassoreada. Cada caminhão faz cerca de 10 viagens por dia.



Além disso a Casan está com quatro caminhos puxando água da Estação de Tratamento de Itá, a 18 quilômetros, que é distribuída em casas nas partes mais altas e nos reservatórios.



— Hoje 70% do nosso abastecimento é feito com caminhão Pipa— disse Cozer. São cerca de 800 mil litros transportados por dia. Com essas medidas o fornecimento de água subiu para um milhão de litros/dia, que é metade do consumo normal.


— Ainda não é o suficiente — explicou o representante da Casan.


O presidente da Defesa Civil do município, Fábio Stocco, disse que algumas famílias que estavam há dois ou três dias sem água, começaram a ser atendidas.

— Atualmente 100% da área urbana está com dificuldade no abastecimento — afirmou Stocco.



No interior a Prefeitura também está fornecendo água para 35 famílias. A Defesa Civil do município vai solicitar ao Estado mais caminhões ou então recursos para contratação de mais veículos.



Além disso a unidade da Seara Alimentos, controlada pelo grupo Marfrig, também iniciou o transporte de água nesta semana, para não paralisar os abates. São seis carretas que transportam mais de dois milhões de litros de água por dia, captadas no rio Uvá.


ClicRBS

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