quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Homem que matinha companheira em cárcere privado em Camboriú é preso pela Polícia Civil

Entre as violências sofridas, a mulher teve a testa marcada com a tentativa do autor de escrever a palavra adúltera, foi espancada com cano PVC e tanto ela quanto os três filhos eram ameaçados e agredidos

Camboriú – A Polícia Civil de Camboriú, com apoio do Conselho Tutelar e da Polícia Militar local, prendeu em flagrante, por cárcere privado da companheira, de 33 anos, Jeferson de Cassia Borges Marba, 34 anos, nesta quinta-feira (8), no bairro São Francisco de Assis, no município de Camboriú.

A companheira de Marba, com quem vive maritalmente há cerca de 11 anos e tem três filhos dessa relação, foi encontrada trancada em casa, com o corpo marcado por hematomas, com uma cicatriz na testa, que seria uma tentativa do acusado de marcar a palavra adúltera nela com uma faca aquecida. Ela estava muito abalada emocionalmente. Os filhos – de 9 meses, 7 anos e 9 anos – também estavam em casa. O mais velho foi está usando uma tipóia, que teria sido em função da agressão do pai.

A violência começou há alguns anos, mas nas duas últimas semanas se intensificaram, sendo mantida presa em casa e sendo espancada constantemente. Ela relatou que inclusive os filhos eram vítimas de violência doméstica pelo pai.

Quando a mulher e os filhos foram encontrados, Marba não se encontrava em casa, estaria fora, em Balneário Camboriú. Posteriormente, ele foi encaminhado à Delegacia da Comarca de Camboriú para lavrar o flagrante e realizar o interrogatório. Marba foi encaminhado ao Presídio de Balneário Camboriú.

A violência
As agressões começaram há alguns anos, com Marba mantendo o controle sobre ela, de forma a não a deixar sair sozinha, inclusive trancando-a em casa quando ele saía. Ela chegou a ficar quase 30 dias sem sair de casa. Segundo declaração da vítima, ela não o denunciava, pois tinha medo dele, que era usuário de cocaína e violento.

Nos últimos dias, por ele acreditar que ela o estava traindo, a violência aumentou brutalmente. Segundo relato, ele a agredia com pontapés, socos, utilizando-se até de um cano de PVC para espancá-la. Ele também chegou a amarrar suas mãos e seus pés e até colocou uma meia em sua boca para que ela não gritasse.

Além da agressão física, a violência psicológica era constante, incluindo aos filhos, que muitas vezes presenciavam as ameaças do pai contra a mãe. As ameaças de morte eram constantes.

“Colabore com a Polícia, Denuncie, Disque 181”.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Polícia Civil de Santa Catarina

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