quarta-feira, 14 de setembro de 2011

BR-282, em Santa Catarina, precisa de R$ 320 milhões de investimento para melhorias


Estudo da Fiesc aponta a necessidade de reforma imediata para reduzir as mortes


A cada três dias, uma pessoa morre na rodovia BR-282, um das mais movimentadas, perigosas e mal conservadas de Santa Catarina. É o que revela um levantamento da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), que será apresentado a partir das 19h desta quarta-feira, na sede regional da entidade, em Chapecó.

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O levantamento da instituição apontou 569 mortes de janeiro de 2007 a julho de 2011. O volume de acidentes com danos materiais ultrapassa os 10 mil no mesmo período pesquisado pela federação.

De acordo com o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, a pesquisa sugere melhorias nos acessos, recuperação de pavimentação e construção de faixas adicionais, num total de R$ 320 milhões de investimentos.

A análise e as propostas de obras para a redução dos acidentes serão apresentadas pelo consultor da Fiesc, o engenheiro Ricardo Saporiti. Côrte disse que as obras são urgentes, pois a situação da rodovia está se agravando com o aumento constante do fluxo. A médio e longo prazos, o ideal é duplicar a rodovia.

Côrte lembrou que a BR-282 foi projetada há 60 anos e nesse período não recebeu a atenção necessária para acompanhar o desenvolvimento dos municípios. Ela percorre o Estado desde Palhoça até a fronteira com a Argentina.

É a principal ligação Leste/Oeste e é cortada pelas rodovias catarinenses mais movimentadas. Também serve de escoamento para as produções das agroindústrias e do setor de madeira e celulose. Cerca de 1,1 mil carretas de 30 toneladas trafegam pela via diariamente.

Más condições causam perda de competitividade

Côrte afirmou que, além da perda de vidas, as más condições da rodovia causam prejuízo para a competividade das indústria.

— Cerca de 40% do faturamento de um caminhão é gasto com manutenção — calculou.

Ele informou que o estudo será encaminhado para as lideranças políticas do Estado e do país para que a obra seja colocada entre as prioridades do governo federal.

As federações das indústrias de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul já elencaram a obra como uma das mais importantes para o desenvolvimento da região.
DC
Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

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