terça-feira, 23 de agosto de 2011

Manifestantes da Via Campesina fecham agência do Banco do Brasil em Chapecó



Objetivo é negociar dívida de estiagens antigas, que se arrasta há três anos


Integrantes da Via Campesina fecharam por volta de 10h30min desta terça-feira uma das agências do Banco do Brasil em Chapecó, na esquina da avenida Getúlio Vargas com rua Marechal Deodoro. Até as 15h, a agência permanecia fechada.



A Via Campesina é composta de vários movimentos sociais do campo, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento das Mulheres Camponesas (MMC) e Movimento dos Pequenos Agricultores e Pastorais da Igreja Católica.



De acordo com Álvaro Santin, da coordenação estadual do MST, o ato em frente ao Banco do Brasil tem como objetivo renegociar uma dívida de estiagens antigas que se arrasta há três anos. Eles pedem um perdão de R$ 12 mil por família e alongamento do prazo de pagamento para 15 anos. Enquanto isso, o movimento faz atos em outros estados e em Brasília.

Em Chapecó a Via Campesina também entregou uma pauta na agência do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Na segunda-feira, eles ocuparam a sede regional do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A mobilização faz parte da Jornada Nacional de Lutas da Via Campesina.

Manifestação em Brasília

Pelo menos 4 mil trabalhadores rurais da Via Campesina ocuparam o hall de entrada e a laje do prédio do Ministério da Fazenda em Brasília na manhã desta terça-feira. Entre os objetivos da ocupação está a retomada das negociações referentes às dívidas dos pequenos agricultores, avaliadas em cerca de R$ 30 bilhões.

A mobilização faz parte da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária que acontece em todo o Brasil desde o dia 22 de agosto. A jornada também exige o assentamento imediato de 60 mil famílias acampadas e luta contra o fechamento das escolas no campo.


DIÁRIO CATARINENSE

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