terça-feira, 9 de agosto de 2011

Cordilheira Alta, no Oeste Catarinense, decreta situação de emergência por conta das chuvas


O vice-prefeito estima que mais de 300 casas e estabelecimentos comerciais foram danificados


O temporal que atingiu Cordilheira Alta, no Oeste do Estado, na madrugada desta terça-feira levou a administração municipal a decretar Situação de Emergência. Foi atingida 80% da área urbana, segundo o vice-prefeito Clodoaldo Breancini. Ele estima que mais de 300 casas e estabelecimentos comerciais foram danificados. A energia elétrica no município não tinha sido reestabelecida até às 12h desta terça.

A casa do vice-prefeito não foi atingida, mas sua fábrica de velas ficou descoberta.

— Foram 45 telhas e 18 goivos — disse, enquanto consertava o telhado.

A casa do açougueiro Delmir Piovesan e da merendeira Bernardete Piovesan foi uma das mais atingidas. As 66 telhas foram arrancadas.

— Não teve o que não molhou — disse a merendeira. Não escapou nem o guarda-roupa novo que o filho tinha acabado de pagar no mês passado.

Bernardete ainda tentava se recompor do susto.

— Foi terrível — lembrou.

Ela disse que não conseguia nem abrir a porta.

— Primeiro a gente foi pra debaixo da mesa, mas molhava tudo — contou.

Em seguida conseguiram sair da casa e foram se proteger dentro do carro. Felizmente, eles tinha seguro da casa, onde moram há 10 anos. Nesta terça-feira mesmo eles já estavam reconstruindo o telhado.

Na propriedade do casal Juliana e Daniel Tozzo caíram 30 árvores. Destas, 16 eram araucárias.

— Pensei que o vento iria arrebentar os vidros — explicou Juliana, tentando relatar a violência do temporal.

Eliane Passai teve que levar cobertores e colchões à casa de vizinhos, pois o telhado foi destruído. Ela e o marido dormiram dentro do carro. Na segunda-feira pela manhã ela levava para o porão as roupas molhadas e tentava limpar a casa.

A oficina de Jandir Gilsani foi atingida por dois temporais, um logo após a meia-noite e outro por volta das 5h30min.

— Ninguém conseguiu dormir — disse.

O telhado de uma casa vizinha foi parar no portão da oficina.

— Tive que correr para segurar o portão — contou.

Dois carros que estavam dentro do galpão, um Honda Fit e um Celta, tiveram os vidros quebrados.

— Vou levar uma semana para arrumar tudo — prevê Gilsani, que calcula em R$ 20 mil de prejuízo.

DC
Darci Debona | darci.debona@diario.com.br

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