sexta-feira, 17 de junho de 2011

Polícia pode ter encontrado local que assassino levou Andressa antes de morta, diz pai da menina

Um ano depois do desaparecimento, Otávio Holz guarda esperanças de que crime será solucionado


Um ano depois do desaparecimento de Andressa Holz, em Luzerna, no Meio-Oeste, o pai da menina, Otávio Holz, disse ao Diário Catarinense que ainda acredita no desfecho do crime e acompanha de perto o trabalho da polícia.

Há duas semanas, os moradores de Luzerna passaram a ver na cidade os policiais da Delegacia de Homicídios de Florianópolis. O pai de Andressa disse ao DC que eles teriam encontrado um suposto esconderijo na comunidade, para onde ela teria sido levada antes de ser morta. A polícia não confirma a informação. Na semana passada, Otávio prestou depoimento de quatro horas aos policiais.

Leia a entrevista na íntegra:

Diário Catarinense — O senhor acredita na solução do crime, um ano depois?

Otávio Holz — Sim, sem dúvida. Se aconteceu o que estamos imaginando, Andressa sofreu muito antes de morrer.

DC — A comunidade está colaborando no caso?

Otávio — A gente não sabe mais em quem confiar. Alguns vizinhos estão relatando coisas à polícia que não tinham falado antes. Ninguém tinha mostrado esse esconderijo, que agora veio à tona.

DC — Onde seria esse esconderijo?

Otávio — Acredito que esconderam Andressa lá antes do crime. Não posso revelar detalhes porque estou confiando muito no trabalho dos policiais e não quero atrapalhar. O sofrimento de saber tudo o que ela sofreu antes de morrer é maior do que na época do desaparecimento.

DC — O senhor declarou antes que era tratado como suspeito do crime pela polícia. Os policiais da Delegacia de Homicídios levantaram essa hipótese?

Otávio — Eles nunca me trataram como suspeito. Eu sempre quis a presença de policiais especializados desde que Andressa sumiu. Mesmo depois de um ano, acredito que vão descobrir o que aconteceu. Tive uma longa conversa com os policiais na semana passada para contar o que sempre desconfiei.

DC — O que eles perguntaram no depoimento?

Otávio — Foi uma conversa para esclarecer dúvidas que eles tinham. Os policiais da Delegacia de Homicídios ouviram o que eu dizia há tempo, foram atrás e tiveram êxito.

DC
Daisy Trombetta e Diogo Vargas | daisy.trombetta@diario.com.br e diogo.vargas@diario.com.br

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